sábado, 12 de setembro de 2009

A crise faz sofrer o turismo em Paris

A Cidade Luz continua a ser a mais visitada no mundo, embora esteja sofrendo com a crise econômica.
A capital francesa teria pedido seu poder de sedução? Turistas são cada vez menos vistos nas ruas da cidade. « Verificamos uma queda de 10% de visitantes desde o início do ano », informa Paul Roll, diretor geral do escritório do turismo e congressos de Paris. Principais ausentes:americanos,britânicos e japoneses.A crise modificou também os hábitos dos turistas : « As viagens são mais curtas e eles gastam menos », salienta Jean-Bernard Bros, Secretários Municipal de Turismo.Fim das compras,de hospedagens em hotéis de luxo e ida a restaurantes gastronômicos !... Prevê-se uma queda de 20 % em 2009.
La tour Eiffel oscila Passagem obrigatória para o turista em Paris, a torre Eiffel e o Louvre estão sendo boicotados desde janeiro,principalmente pelos americanos e europeus, que até então constituíam a maioria dos visitantes. O palácio de Versalhes tem resistido mais. Após um início de ano parado, ele recuperou suas levas habituais de turistas com um aumento de mais de 40 % em relação ao ano anterior.
Mickey treme. O maior parque de atrações da Europa continua seduzindo. No primeiro semestre,a Euro Disney teve 100 000 visitas a mais que em 2008. Mas nem tudo são rosas no mundo de Mickey. A baixa do número de visitantes ingleses e espanhóis em proveito de um público da vizinhança,principalmente francês e belga, provocou a diminuição da taxa de ocupação dos hotéis.As vendas de souvenirs et de comida também diminuíram ligeiramente em relação ao ano passado. Apesar das inúmeras ofertas promocionais e as novas atrações criadas para enfrentar a crise, a arrecadação do parque sofreu uma queda de 4 %.
Grandes hotéis em depressão. Os grandes hotéis parisienses também foram atingidos. Desde janeiro o Plaza Athénée assistiu a queda de 12 % em sua atividade em relação a 2008. Uma baixa verificada pela deserção das fortunas do Oriente Médio.A temperatura não está melhor no Crillon e Jean-Claude Messant, seu diretor,fala de um início de ano « trabalhoso», apesar da ocupação observada no mês de abril,que recuperou 2 pontos, graças ao retorno dos americanos e dos europeus,principalmente dos russos. Os hotéis três e quatro estrelas da capital sofrem também e apontam uma baixa do número de hóspedes de 18 % comparado ao de 2008.
Vuitton mantem posição. A famosa grife francesa está sendo até agora poupada da crise. A visite de suas principais lojas, na Champs-Elysées e avenue Montaigne,continua sendo um must dos programas turísticos. Os japoneses, seguidos de perto pelos Chineses,continuam fãs da marca. Vuitton chegou até a ter um ligeiro aumento de suas vendas junto aos novos clientes vindos de país emergentes. Única queda observada: a clientela americana, afetada pela queda do dólar,está mais tímida.
Primavera fresca. Mais que as ofertas,foi sobretudo a epidemia da gripe H1N1 que pesou na frequência da célebre loja do boulevard Haussmann. Várias operadoras japonesas cancelaram viagens .A marca registrou mesmo assim uma alta de arrecadação, graças a uma renda média mais elevada.

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